02/08/2010

Engajamento: a influência do poder das marcas em campanhas on-line

2010 é um ano histórico para a publicidade mundial. Dados recentes mostram que a internet banda larga móvel já supera a banda larga fixa. Isso quer dizer que as pessoas estão conectadas quase que o tempo todo. Essa conexão se dá entre pessoas, marcas, produtos, entre outros em qualquer hora, em qualquer lugar.Com isso, as marcas se vêem obrigadas a estar mais próximas do consumidor. Do consumidor? Não. Das pessoas. As marcas estão enxergando que devem tratar consumidores como pessoas ou nada feito. Essas pessoas se tornaram micro-segmentos, divididas por interesses, formando comunidades em torno de algo comum. É aí que as marcas estão tentando usar seu poder para influenciar as pessoas e fazer com que elas se engajem por eles. Engajamento agora é palavra de ordem.

De acordo com o dicionário, o verbo engajar significa pôr-se ao serviço de uma ideia, de uma causa ou de uma coisa. No nosso caso, de marcas.

Quando falo de marca, não falo somente de sinal, letras ou emblema aposto para determinar a propriedade de alguma coisa, mas também de pessoas, que representam ideais e podem ser relacionadas a marcas. Como podemos dizer que pessoas como Xuxa, Pelé, Silvio Santos não são marcas? Existem até mesmo marcas póstumas, como Ayrton Senna, Michael Jackson, The Beatles etc.

Marcas e produtos/serviços deixaram de se preocupar apenas em vender e agora almejam o relacionamento com os consumidores, quase que de forma pessoal. E, em contrapartida, os consumidores se sentem mais próximos das marcas. As mídias sociais vêm dando poder ao consumidor, que se sente parte da marca e acabam influenciando outros consumidores. É a marca criando relacionamento ao invés de “invadir”.

Recentes campanhas publicitárias têm tido massivo engajamento nas redes sociais. Alguns exemplos podem ser citados, como “#amaiorliquidacaodaweb” realizada pelo Wallmart, onde aconteceu engajamento de duas partes – os que criticavam e os que apoiavam – e a campanha “Senna vive”, criada pelo Instituto Ayrton Senna, onde empresas parceiras doavam R$2,00 ao instituto por cada mensagem enviada com a hashtag #sennavive.

Diversos famosos apoiaram a campanha no Twitter, como @marcelotas, @rubarrichello, @brunodeluca, entre outros. Houve uma massiva participação, e o instituto atingiu rapidamente seus objetivos. O poder de marca Ayrton Senna foi fundamental para o sucesso. A influência foi evidente.

Os exemplos acima são bases para campanhas publicitárias, porém, não posso deixar de destacar o engajamento para o “CALA A BOCA GALVÃO”, criado para criticar o locutor global, que ganhou o mundo e figurou no primeiro lugar no Trending Topics mundial.

As marcas devem se aproveitar de seu Brand Equity para gerar engajamento positivo. Marcas como a Apple fazem isso com maestria.

Contudo, as marcas devem ter uma preocupação extra com tanto engajamento. Todo cuidado é pouco. Da mesma forma que traz benefícios, pode trazer inúmeros prejuízos à sua imagem. As pessoas podem ser unir pelo bem de uma causa como também podem se unir contra essa causa. As marcas devem monitorar o consumidor e fazer com que se engajem positivamente.

O “Cala a boca Galvão” é um exemplo disso. O narrador acompanhou o fato e, ao invés de ficar zangado, soube se sair muito bem, comentando em rede nacional sobre a campanha e rindo do acontecido.

Você deve estar questionando: “Isso funciona para as grandes marcas. E para a minha marca, que é pequena?”

Use isso a seu favor. Se sua marca ainda não se relaciona com seus consumidores (pessoas), faça isso. Enxergue-os como parte de sua marca. As marcas menores têm a vantagem de parecerem mais próximas. É mais fácil ouvir um grupo menor de consumidores. Os esforços das grandes são muito maiores para quebrar isso.

Faça seu cliente falar com você, criticar a sua marca. Assim, você o entenderá. Reveja, se necessário, mude seus processos, faça com que ele sinta que sua marca se preocupa com ele.

Enfim, faça-o se engajar pela sua marca.

(Fonte: iMasters)

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